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O mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) não foi cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Ao invés disso, ele recebeu uma suspensão de seis meses da Câmara.
Durante boa parte da discussão, a cassação parecia inevitável. No entanto, deputados da esquerda conseguiram convencer adversários a respeito de uma punição mais branda.
Para que fosse confirmada a cassação era necessária maioria absoluta dos membros da Casa, ou seja, 257 votos. Antes de chegar à questão central, os deputados votaram destaques e emendas ao parecer, entre eles a sugestão de que fosse votada uma suspensão. Esta votação foi apertada, com 226 votos a favor da punição mais leve e 220 contra.
Frente a este placar, oposicionistas passaram a temer que a maioria absoluta não fosse atingida e Glauber saísse sem nenhuma punição. Assim, passaram então a votar a favor da suspensão do mandato do deputado.
O placar final foi de 318 votos a favor da suspensão, 141 contrários e três abstenções.
A votação estava prevista para a terça-feira (9), mas foi adiada após Glauber Braga ocupar a cadeira da Presidência da Câmara e ser retirado violentamente do local pela Polícia Legislativa, segundo ordem do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em 2024, Glauber expulsou, aos chutes, o influenciador Gabriel Costerano, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), dos corredores da Câmara. Em abril deste ano, o Conselho de Ética aprovou o pedido de cassação feito pelo Novo, e o processo seguiu para votação no plenário, marcada para esta quarta-feira. Os aliados de Glauber Braga argumentam que ele reagiu a uma provocação que envolvia sua mãe e que o instrumento da cassação é desproporcional ao caso. Seus opositores, no entanto, defendem tolerância zero com a agressão.
Antes da votação, Glauber discursou na tribuna e disse que não se arrepende e não pedirá desculpas pela atitude que levou à sua perda de mandato. “Pela minha família eu sou capaz de muito mais do que um chute na bunda”, disse.
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Ele também afirmou que o processo de cassação se devia na verdade a desentendimentos com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). *Com informações do Estadão Conteúdo.
Entenda o motivo do processo contra Glauber
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