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A definição das taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil tem elevada expectativa do mercado, mas a questão das tarifas de importação impostas pelo governo Donald Trump continua gerando especulações na mesma intensidade.
Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, comandou o programa Morning Call da XP nesta quarta (7), e mostrou como juros e tarifaço têm andado de “mãos dados”.
Segundo o analista, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter a taxa de juros no intervalo entre 4,25%-4,50% e as atenções se voltam à fala pós-reunião nesta quarta do presidente da autoridade monetária americana, Jerome Powell. Continua depois da publicidade
“Ele deve aguardar dados relevantes para decisões futuras, principalmente por conta das tarifas”, avaliou Sgavioli. Já com relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) também nesta quarta, a XP prevê aumento de 0,50 pontos percentuais (pp) da taxa de juros, indo a Selic para 14,75%.
O possível acordo entre a China e Estados Unidos com relação às tarifas de importação, com encontro do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o representante comercial, Jamieson Greer, com autoridades chinesas, para tentar chegar a um acordo, devem impactar positivamente os mercados no mundo, como aconteceu na Ásia cujas bolsas nesse dia já fecharam.
Por outro lado, novas possíveis tarifas impostas pelo Estados Unidos criam focos de instabilidade. “Na Europa, há impacto negativo nas farmacêuticas dado que Trump anunciou essa semana que em breve divulgaria tarifas específicas para o setor”, disse. Continua depois da publicidade
Ele lembrou que na Europa há uma série de empresas farmacêuticas relevantes e com peso nas bolsas de lá, o que estabelece novo ponto de impacto às ações de força global.
Leia mais: Trump reduz barreiras regulatórias à fabricação de produtos farmacêuticos nos EUA
Rodrigo Sgavioli citou ainda que a China anunciou novos estímulos para enfrentar a problemas econômicos internos, o que reforça o fato de que negociações de tarifas com Estados Unidos são apenas um dos problemas da segunda maior economia do mundo. Continua depois da publicidade
Leia mais: China injeta estímulo monetário “tático” antes de reunião com os EUA sobre comércio
O tarifaço
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