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O dólar fechou a sexta-feira praticamente estável no Brasil, ainda acima dos 5,80 reais, com investidores à espera de novidades na área fiscal, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos firmes ante boa parte das demais divisas, na esteira de novos dados das economias centrais.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou, na quinta-feira (21), que as medidas do pacote de corte de gastos do governo federal devem ser anunciadas no começo da semana que vem.
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,04%, cotado a 5,8143 reais. Na semana a divisa acumulou alta de 0,49%.
Às 17h05, o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente no Brasil — caía 0,11%, aos 5,8155 reais. Compra: R$ 5,859
Venda: R$ 6,039
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No início do dia a moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa ante o real, com parte dos investidores realizando lucros recentes. Às 9h22, ainda na primeira meia hora de negócios, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de 5,7890 reais (-0,39%).
“O dólar ensaiou uma queda porque o mercado resolveu realizar, botar dinheiro no bolso, após a sequência de altas expressivas”, comentou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Mas também temos a expectativa com o fiscal”, acrescentou. O mercado seguia à espera da divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, na noite desta sexta-feira, e do pacote de medidas fiscais para os próximos anos, na semana que vem.
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Na noite de quinta-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a possibilidade de alteração da meta fiscal de 2024 e indicou que o bloqueio no Orçamento para o ano deve ficar pouco acima dos 5 bilhões de reais.
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento divulgarão o relatório na noite desta sexta-feira, após 21h, colocando os números em perspectiva, mas a entrevista coletiva sobre os dados ficou para a próxima semana. A meta do governo para este ano é de resultado primário zero, sendo que a margem de tolerância é de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).
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Haddad também afirmou na véspera que haverá na segunda-feira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o pacote fiscal, que mira cortes de gastos nos próximos anos. A data de anúncio será decidida a partir de segunda-feira, após este encontro.
Em meio à ansiedade antes da divulgação dos números, o dólar marcou a máxima de 5,8330 reais (+0,37%) às 11h58 — quando a especulação sobre o tamanho do pacote também colocou as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nos picos do dia. No exterior, o dólar também avançava ante as moedas fortes e em relação a boa parte das divisas de emergentes, após a divulgação de dados econômicos da zona do euro e dos EUA.
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O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro da HCOB, compilado pela S&P Global, caiu para o menor nível em dez meses, de 48,1 em novembro, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.
No caso dos Estados Unidos, a S&P Global disse que seu Índice de Gerentes de Compras Composto, que acompanha os setores de manufatura e serviços, aumentou para 55,3 neste mês. Esse foi o nível mais alto desde abril de 2022 e seguiu-se a uma leitura de 54,1 em outubro, com o setor de serviços provando a maior parte do aumento. Em reação, o dólar ganhou força, enquanto o euro perdeu. Às 17h11, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,48%, a 107,570.
A expectativa antes dos anúncios fiscais no Brasil, porém, manteve a cautela no mercado de câmbio, o que conduziu as cotações para perto da estabilidade.
“O governo precisa que o pacote fiscal surta um efeito significativo no mercado, até para o controle da inflação. E acabou segurando (a divulgação) para a semana que vem”, comentou Avallone.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.
(Com Reuters)
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