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Com apoio da Prefeitura Dourados, através da Semc (Secretaria Municipal de Cultura), os projetos locais contemplados pela Lei Paulo Gustavo têm ganhado destaque nacional pela promoção da valorização cultural e dos artistas regionais, principalmente entre os povos indígenas.
Como forma de incentivo à cultura e aos artistas regionais, a Lei Paulo Gustavo (LPG) tem permitido a multiplicação de saberes no Centro-Oeste brasileiro, onde demonstra a importância da economia criativa na preservação das tradições locais. Ao todo, foram destinados R$ 298,3 milhões aos 466 municípios da região e aos governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, além do Distrito Federal.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Cultura, o Mato Grosso do Sul recebeu R$ 27 milhões, onde o Estado utilizou 1,7% do recurso, enquanto os municípios aproveitaram 57,2%. Esses investimentos têm sido cruciais para produtores culturais e artesãos, como Micheli Alves Machado, organizadora do Concurso Miss e Mister da Reserva Indígena de Dourados.
Em abril deste ano, o concurso douradense chegou à sua 12ª edição e se tornou referência nacional de inovação, com destaque para as vestimentas tradicionais utilizadas, que são produzidas pelos próprios candidatos, promovendo o desenvolvimento cultural e artístico, além de fortalecer a identidade comunitária, como explica Micheli.
“Além da confecção de roupas tradicionais feitas pelos finalistas, achamos importante a escuta com anciões indígenas, visto que poucas pessoas em nossa comunidade, ainda pode transmitir esse tipo de conhecimento. Assim, nossa cultura e ensinamento de cada povo, pode ressurgir e estar garantida sua manutenção por essa nova geração”, disse.
Ela reforça que o conhecimento adquirido também impulsiona a economia criativa e contribui para a preservação dos saberes ancestrais de cada povo.
Também em Dourados, a LPG contemplou a multiartista Maria Câmara Vieira, que conseguiu alavancar um projeto que valoriza a cultura indígena. O Festival de Contos, Histórias e Poesias nas Línguas Kaiowá, Guarani e Terena, aprovado com recurso de R$ 12 mil pela LPG, oferece premiação para as obras vencedoras, escritas em uma das três línguas indígenas faladas na Reserva Indígena de Dourados.
“Existem muitos artistas indígenas talentosos no nosso estado e o projeto tem o objetivo de dar visibilidade a eles. O concurso vai fazer com que a língua indígena e a arte sejam reconhecidas e isso é um ganho para toda a sociedade. Os poemas talvez sejam uma forma de, com oralidade, com a escrita, levar a dinâmica de vida desses povos para o Brasil”, finaliza.
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