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Mais de 200 prisioneiros escapam de prisão paquistanesa após tumulto por terremoto

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Mais de 200 detentos escaparam de uma prisão na cidade de Carachi, no sul do Paquistão, no final da segunda-feira, quando dominaram os guardas da prisão depois de terem sido autorizados a sair de suas celas após uma série de terremotos, disseram as autoridades locais e a polícia.

A fuga começou pouco antes da meia-noite e continuou nas primeiras horas da terça-feira, depois que centenas de prisioneiros foram autorizados a entrar no pátio da prisão do distrito de Malir por causa dos tremores, disse Zia-ul-Hasan Lanjar, ministro da Justiça da província, a repórteres no local na terça-feira.

A polícia informou que os prisioneiros roubaram armas dos funcionários da prisão e forçaram a abertura do portão principal após um tiroteio, fugindo dos soldados paramilitares. Pelo menos um prisioneiro foi morto e três guardas ficaram feridos, declarou o chefe de polícia da província, Ghulam Nabi Memon.

“Ouvi os disparos por um bom tempo e, algum tempo depois, os prisioneiros saíram correndo em todas as direções”, disse à Reuters Bukhsh, um guarda de segurança particular em um complexo residencial em frente à prisão, que atende por um único nome.

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Ele acrescentou que alguns dos prisioneiros entraram no complexo de apartamentos antes de serem levados pela polícia.

Nesta terça-feira, um repórter da Reuters que visitou a prisão viu vidros quebrados e equipamentos eletrônicos danificados. Uma sala de reuniões, onde os prisioneiros podiam ver suas famílias, havia sido saqueada. Familiares ansiosos se reuniram do lado de fora.

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A fuga da prisão foi uma das maiores já ocorridas no Paquistão, disse Lanjar. A prisão, que abriga 6.000 detentos, fica no distrito de Malir, em Carachi, a maior cidade do Paquistão.

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Os prisioneiros correram pela área durante toda a noite, alguns deles descalços, e a polícia os perseguiu, segundo imagens da TV local. Cerca de 80 dos que escaparam foram capturados, afirmou Murad Ali Shah, o ministro-chefe da província.

Autoridades disseram que os detentos, muitos deles usuários de heroína, ficaram nervosos com os terremotos. “Houve pânico aqui por causa dos tremores”, declarou Lanjar.

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O ministro-chefe da província disse que foi um erro as autoridades prisionais terem permitido que os prisioneiros saíssem de suas celas. Ele pediu aos detentos que ainda estão soltos que se entreguem ou enfrentarão uma acusação grave por terem fugido.

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(Reportagem de Ariba Shahid, em Carachi, e Asif Shahzad, em Islamabad)

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