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2 anos atrásem

Projeto independente é voltado para o público infantojuvenil, abrangendo, principalmente, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos
Graziela Rezende –
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O avô era considerado um verdadeiro “Dom Quixote do Pantanal”: morou com os indígenas Kadiwéu e Guató, era campeiro, teve mulheres e filhos espalhados por aí e, quando ficava de “saco cheio”, pegava o cavalo e saía por terras pantaneiras, contabilizando histórias, muitas vezes, “aumentadas” por ele e que tinham todo um toque especial. Neto da lenda, o jornalista e escritor, Odacil Canepa, de 59 anos, agora publica um sonho antigo e que teve inspiração em toda esta criação e fábulas que ouvia…
De nome “O Jaú que Comeu a Lua”, o livro é um projeto independente e voltado para o público infanto-juvenil, abrangendo, principalmente, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. “Fui pantaneiro, fiquei por lá até os 17 anos e ouvi muitas histórias do meu avô. Ele era mentiroso, maravilhosamente mentiroso, e contava estas histórias. Eu roubei dele, que era um verdadeiro Dom Quixote, e dei uma inventada”, afirmou Odacil ao MidiaMAIS.
Conforme o escritor, o livro estará disponível no mês de novembro, nas plataformas digitais. “Quem digitar o nome já aparecerá informações sobre o livro. Há muitos anos, quando eu tinha 20 e poucos anos e trabalhava em um jornal impresso, já tinha publicado um livro sobre poesias. É algo que sempre gostei, mas, daí veio a vida, os afazeres da nossa profissão, e deixei de lado. Só que agora voltei com este projeto das fábulas pantaneiras e teremos novas versões”, comentou.
Ainda conforme Odacil, a intenção é também fazer um resgate regional. “Eu acho que um Estado é rico quando tem história para contar. Lembro bem que, quando adolescente, tive contato com paraguaios e comia chipa, sopa paraguaia, ouvia polca e chamamé e queria entender o motivo, me faltava informação, não tinha nada sobre isso nas escolas. E depois, quando fui estudar Letras, é que me interessei ainda mais e o meu projeto foi sobre a nossa língua”, argumentou.
No caso do livro, ainda relembrando as histórias do avô materno, Odacil argumenta que o pai conheceu a mãe na Fazenda Jaraguá, localizada na beira do Rio Miranda e lá ele ouvia a histórias do avô. “Ele tinha milhões de histórias, aumentava o que ouvia, melhorava e acho que peguei um pouco disto. Não é uma mentira no modo descarado e nem no modo criminal, são invencionices. E o Manoel de Barros já tinha isso. Tem um frase dele maravilhosa, que diz: De tudo o que eu faço só 90% é mentira, 10% é invenção, o resto é invenção”, finalizou.
Para a criação do livro, Odacil fala ainda da inspiração que teve durante um documentário, justamente com os indígenas Guatós, moradores do extremo Pantanal. Na ocasião, ele revisitou a lembrança das lendas do avô e assim nasceu a fábula, uma divertida estória sobre os seres que habitam o Pantanal e enfrentam constantes ameaças.
Morando em Brasília desde os anos 2000, Odacil cultiva o hábito de fazer viagens semestrais de retorno para reviver memórias de infância e da família pelas cidades de Aquidauana, Anastácio, Miranda e Bonito. Além de atuar na televisão, como correspondente da Rede Matogrossense de Comunicação, das afiliadas da TV Globo de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também tem colunas diárias com comentários sobre política no Sistema Brasileiro de Agronegócio (SBA) e na rádio FM Morena.
O jornalista conta que o ofício de escritor ainda é um projeto no horizonte, ao menos com essa publicação de agora, não muito distante. “Trabalho como jornalista desde os anos 80 e construí minha carreira falando e escrevendo para o meu estado e sobre o meu Estado. Portanto, acho que posso continuar essa jornada, agora falando com as gerações futuras por meio dos meus livros”, finalizou o autor.
A fábula saborosa que fala sobre a vaidade, a amizade e o trabalho em conjunto dos bichos do Pantanal. Um velho Jaú, ao se incomodado pelos outros animais, resolve dar uma lição, apagando uma das coisas mais valiosas para todos: a linda e deliciosa lua cheia. O Jaú decide dar um pulo bem alto e comer a lua!
O restante da história é um mistério que só vai ser resolvido no fim do livro. Odacil Canepa convidou o ilustrador Emmanuel Merlotti para ajudar na tarefa de dar cores e traços a esse universo pantaneiro. “É uma estória cheia de vida, contada pelo meu avô que viveu com os índios Kadiwéus na Serra da Bodoquena. A inspiração veio dele, e outros pedaços são pura invenção mesmo”, conclui o autor.
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