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A Klabin (KLBN11) divulgou na semana passada o balanço do primeiro trimestre de 2026 com resultados fracos. De acordo com o JPMorgan, o período foi pressionado por custos mais altos e a interrupções no fornecimento de fibra relacionadas ao clima.
A fabricante de papel para embalagens e celulose registrou prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre. Ao final do mesmo período no ano passado, a empresa havia reportado lucro de R$ 446 milhões.
O JPMorgan manteve sua recomendação neutra para os títulos da companhia por considerar que os ativos já estão sendo negociados a níveis justos em relação aos pares.
Ao longo do trimestre, interrupções florestais relacionadas ao clima em 2025 continuaram pressionando os custos de fibra. De acordo com o JPMorgan, o efeito dessas alterações deve ser temporário, com melhorias estruturais podendo contribuir ao longo do tempo. Em paralelo a isso, o efeitos do conflito no Oriente Médio também devem provocar um repasse de aumentos de custos no 2T26. Segundo a companhia, anúncios de reajustes de preços já estão em andamento na maioria das categorias de produtos.
Em 2026, a Klabin também tem passando pelo último ano do ciclo transformacional da companhia. De acordo com os analistas, a partir de janeiro de 2027, o capex deve se normalizar para níveis de manutenção.
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Com os níveis normalizados, os economistas acreditam que a companhia poderá ter geração de fluxo de caixa livre e um caminho claro para desalavancagem, sem novos investimentos transformacionais ou discussões de M&A (fusões e aquisições). Mesmo com os resultados fracos, os volumes de vendas cresceram na maioria dos produtos. Ao mesmo tempo, os preços da celulose se recuperaram em termos de dólar. Conforme o relatório de resultados, o preços da celulose foram o grande destaque do trimestre.
Os preços tanto de celulose quanto de papel caíram em termos de BRL. Por outro lado, os custos mais altos de fibra e a parada programada de manutenção — já concluída, com retomada das operações antes do cronograma — pressionaram os custos totais.
Outro ponto destacado pelos analistas, é a geração de fluxo de caixa livre. Apesar da ajuda com um capex mais elevado, a geração encerrou o período com resultados modestos.
De acordo com os analistas, as pressões sobre o custo com fibra devem se amenizar ao longo do ano. Além disso, 2026 aparenta ser o último ano do ciclo transformacional de capex. Segundo os economistas, isso poderá abrir caminho para uma geração de fluxo de caixa livre e desalavancagem no futuro.
Destaques do trimestre
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