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2 anos atrásem

A saúde do trabalhador é um tema de grande relevância e que precisa da atenção de todos. A médica do Cerest (Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador), Taissa Leal, falou sobre o tema, com orientações sobre os aspectos de prevenção e adoecimento.
Levantar peso e sobrecarga repetidamente e sem orientação, são alguns dos fatores apontados por alguns profissionais como explicação para que mais da metade dos casos de afastamento estejam relacionados a doenças ligadas a coluna e ombros.
Taissa aponta que “além da sobrecarga e da repetitividade as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Doenças Osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT) podem ocorrem por conta da adoção de posturas incorretas, vibração excessiva, frio excessivo e ruído elevado, além de fatores organizacionais e psicossociais ligados ao trabalho”.
Segundo a médica, existem algumas dicas práticas para prevenir essas doenças relacionadas ao ombro e coluna: “adequação ergonômica nos equipamentos e mobiliários, correção de posturas incorretas, aquecimento e alongamento como fatores úteis para um melhor condicionamento musculoesquelético”, mas ressaltou que também “é necessário fazer atividade física para fortalecimento muscular e rodízio de atividades como estratégia para que trabalhador não permaneça muito tempo em atividades de maior exigência”.
Ela ainda falou sobre a necessidade de atenção à saúde mental do trabalhador, que é motivo de preocupação porque “não há saúde como um todo se não considerarmos a saúde mental. Há uma estigmatização dos transtornos mentais, muitos trabalhadores podem estar em sofrimento, mas postergam a procura por atendimento por conta dessa estigmatização, o que acaba por refletir em agravamento dos quadros, com reflexos negativos não só no ambiente e na execução do trabalho, mas em todos os aspectos da vida desses trabalhadores”.
Em relação aos fatores relacionados ao trabalho que podem fazer profissionais desenvolverem doenças mentais, a médica elencou alguns como: “jornadas de trabalhos exaustivas, imposição de metas abusivas, comunicação deficitária, conflitos constantes, assédio, falta de reconhecimento e de autonomia no ambiente de trabalho”.
Segundo ela, para evitar um aumento de número de casos deve-se garantir que a saúde seja compreendida, exista e seja estimulada de maneira integral: “alimentação saudável, rotina adequada de sono, prática de atividade física e ainda promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis, com abertura ao diálogo entre o trabalhador e os responsáveis (gerentes, empregadores), gerenciamento de conflitos, estabelecimento de metas que não sejam insalubres”, completou.
As informações foram passadas pela médica Taissa Leal, durante entrevista à TV Rit, em Dourados.
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