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1 ano atrásem

Acadêmicas do segundo semestre do curso de Medicina da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) relataram terem sido vítimas de importunação sexual durante uma avaliação de neuroanatomia realizada na casa de uma professora. O incidente, que envolveu um familiar da docente, deixou as estudantes abaladas e constrangidas.
De acordo com o boletim de ocorrência, as alunas foram informadas pela professora que a prova seria aplicada em sua residência. Ao chegarem ao local, foram recepcionadas por um idoso de aproximadamente 70 anos, que trajava apenas cueca. Em seguida, a própria professora apareceu na porta, pedindo desculpas e autorizando a entrada das estudantes.
Já na sala, enquanto aguardavam a chegada de outro colega para iniciar a avaliação, as acadêmicas foram surpreendidas por um homem, aparentando ter entre 25 e 30 anos, vestindo calça e camiseta escura. O indivíduo se aproximou por trás das alunas, abraçando e beijando cada uma delas, chegando a beijar a boca de uma das vítimas. Todo o ocorrido, segundo o relato, se deu na presença da professora, que não o impediu.
Uma das estudantes tentou se desvencilhar dizendo que tinha namorado, mas o homem continuava a fazer comentários como “quanta mulher bonita, quero tirar foto com elas”. Diante da situação, a professora Elisabete teria dito a outra pessoa da casa: “tira esse merda daqui”, e novamente pediu desculpas, afirmando: “gente ele é meu filho, ele tem TEA [Transtorno do Espectro Autista]”.
Apesar de estarem visivelmente abaladas e constrangidas com o ocorrido, as alunas iniciaram a prova. Após a correção, a professora teria dito: “quem não gostou da nota pode voltar aqui em casa, estudem e voltem”.
As acadêmicas relataram que já sabiam que a professora havia sido proibida de aplicar avaliações em sua residência. No entanto, não questionaram a decisão, pois a docente era autoritária e elas precisavam da nota. Contudo, após os acontecimentos, as estudantes acreditam que seu desempenho na prova foi prejudicado pelo abalo emocional e constrangimento vivenciado.
As estudantes compareceram à delegacia para registrar o ocorrido e buscar providências. O caso será investigado pela Polícia Civil. (J.B)
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