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O município de Dourados recebeu, nesta quinta-feira (27), a 42ª Sala Lilás, para atendimento exclusivo de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. O espaço foi organizado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e a cerimônia aconteceu com a presença de diversas autoridades, entre elas o prefeito Alan Guedes, já que a Prefeitura de Dourados é uma das parceiras no projeto.
A Sala Lilás já está presente em diversas cidades do Mato Grosso do Sul e agora chega em Dourados que, até então, contava apenas com a Delegacia da Mulher para atender os casos relacionados à violência doméstica. No entanto, os atendimentos são realizados somente de segunda a sexta-feira durante o dia. No período noturno, aos finais de semana e feriados os casos eram repassados para o 1º DP.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, Lupersio Degerone, esse é um passo importante para garantir que as vítimas recebam o apoio necessário desde o primeiro contato com a polícia. “Esse é um espaço pensado para um atendimento mais humanizado e acolhedor, cobrindo essa lacuna das 12 horas noturnas e dos finais de semana. Já estamos em diversas cidades menores que não contavam com a Delegacia da Mulher e agora vamos avançar para as demais”, disse.
O prefeito Alan Guedes assinou o Termo de Cooperação entre a Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado no projeto Sala Lilás. “Essa iniciativa é fantástica e tem um propósito muito claro de proteger o lado mais frágil de uma relação e salvar vidas. A Prefeitura de Dourados não poderia ficar de fora dessa parceria e nós estaremos juntos, no propósito de acolher a mulher vítima de violência e a sua família e vamos aperfeiçoar o acolhimento que a Sala Lilás faz, oferecendo alternativas para que essa mulher possa ter a convicção de que tem um local onde serão bem acolhidas”.
Responsável pela implantação da Sala Lilás, a assessora de Gestão de Processos e Planejamento da Delegacia Geral de Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul, delegada Christiane Grossi de Araújo Rocha, reforça a importância da mulher se sentir acolhida na sua denúncia em um espaço adequado e preparado para recebê-la. Essa é uma sala de acolhimento onde essas pessoas chegam fragilizadas pelo crime que sofreram e são tratadas de forma a abrandar essa dor. Muitas mulheres deixam de denunciar agressões por medo da exposição pública e do constrangimento. Elas têm vergonha de ficar no mesmo espaço que outras pessoas na delegacia, onde podem ser vistas machucadas e questionadas sobre o que aconteceu. Com a Sala Lilás, elas terão mais privacidade, não ficarão expostas. Ao chegarem na delegacia, serão encaminhadas diretamente para a sala”, completou.
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